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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Diário do Lula!


Barrichello - Azarado, cagado ou a Globo que ferra ele?

EM DEFESA DE BARRICHELLO


– De todas as pessoas que encontrei hoje, ouvi: “Esse Rubinho é um cagado, mesmo”, “Puta azar deu o Rubinho”, “Esse Rubinho é muito ruim”, “O cara é muito azarado, tinha de furar um pneu?”, “Esse cara é muito ruim, não vai ser campeão nunca”, “Quando a gente mais espera dele, faz isso”.

E algumas variáveis sobre o mesmo tema.
Eu já tinha dessa impressão, mas depois deste fim de semana, tenho certeza. O problema de Barrichello não é ele, não são seus carros, não são seus companheiros de equipe. O problema de Barrichello é a TV Globo.

E por que a Globo, e não toda a mídia? Porque não se deve ter nenhuma ilusão. A imensa maioria das pessoas no Brasil só se informa sobre F-1 pela Globo. “Se informa” é um eufemismo, melhor corrigir. Digamos que a cultura de F-1 que a imensa maioria das pessoas tem no Brasil vem daquilo que a Globo diz.
E a Globo só diz besteira. A cultura de F-1 do brasileiro médio é zero, talhada pelas cascatas globais.
Barrichello não fez nada de errado ontem, não errou ao tentar a pole com o carro mais leve, não teve azar nenhum, não foi cagado. Mas a histeria global, martelada dia após dia — e quando a corrida é no Brasil, e ele está na pole, chega a ser quase uma lavagem cerebral, uma lobotomia —, faz com que o público aqui acredite que Rubinho do Brasil tem a obrigação de ganhar, e se não ganhar, das duas uma: ou sacanearam com ele, ou é um cagado que não tem mais jeito.

As pessoas veem uma corrida de F-1 aqui com zero de informação honesta. Ontem, depois de dez voltas já era possível afirmar que Rubens não venceria a prova. Simples: não abria de Webber e iria parar cinco voltas antes nos boxes. Cinco voltas, com um carro mais rápido e cada vez mais leve, seriam mais do que suficientes para Webber voltar à sua frente do pit stop. E Kubica, também. Ambos passaram.

Rubens apostou no clima instável de São Paulo, no que fez muito bem. Larga na pole, pula na frente, vai que chove no início, todos têm de parar, a vantagem do carro mais pesado é anulada. Ou, ainda: acontece alguma merda atrás dele, Webber se enrosca, Kubica bate, fica para trás, e a vantagem é igualmente anulada.

Mas há uma desonestidade editorial clara naquilo que a Globo faz, alimentando uma expectativa que não poderá ser cumprida. Porque corrida de carro é muito mais do que essa gritaria de “Vâmo, Rubinho!”, “Não erra agora, Rubinho!”, “Acelera, Rubinho!”. Corrida de carro tem lógica, é matemática, e quem mostra um evento desses a milhões de pessoas tem a obrigação de ser honesto.
Porque se não for, as pessoas não têm elementos para entender a derrota. E se amparam na explicação que está à mão: o cara é cagado, dá azar, não vai ganhar nunca. Ou, ainda: furaram o pneu dele de propósito.
E, aí, vai-se criando a fama, dia após dia, de perdedor, azarado, cagado. Uma farsa, uma mentira. A TV mente o tempo todo. Foi assim nos anos pós-Senna, em que Barrichello, de Jordan ou Stewart, não tinha a menor chance de ganhar uma corrida, embora a TV dissesse o contrário. Porque corria contra Williams, Ferrari, McLaren, Benetton. Depois, na Ferrari, a venda de ilusões baratas era igualmente cruel, porque contra um piloto como Schumacher, Barrichello jamais seria campeão. Não seria porque Schumacher era muito melhor. Se eu for companheiro de Barrichello numa corrida de qualquer coisa, não terei chance alguma de andar na frente dele. Deem um kart para ele e outro para mim, e ele vai chegar na frente todas as vezes. Entreguem um Lada igualzinho ao meu, e não vou ser mais rápido que ele nunca, em nenhuma volta.

Mas a Globo vende a esperança, porque acha que as pessoas só vão se interessar por seu evento se houver a chance de um brasileiro vencer, mesmo se for uma mentira deslavada, como na maioria das vezes. É um engodo, e uma sacanagem com o piloto. A expectativa que se cria por seus resultados é criada na TV. OK, muitas vezes Rubens embarcou na onda, mas é o menor dos culpados.
Se a TV não se dedicasse tanto a iludir seus telespectadores tratados como otários, Barrichello não seria zoado como é há anos, pela Globo inclusive. Poderia conduzir sua carreira com mais tranquilidade e serenidade. Ele não tem a obrigação de vencer por ninguém, pelo povo, pelo país. Tem obrigação de trabalhar direito para quem lhe paga, e por ele mesmo.
Um dia depois de uma corrida normal, na qual fez o que podia fazer dentro dos limites de seu carro e de seu talento, o coitado tem de aguentar um tijolo a mais nessa construção de uma imagem que não corresponde à realidade. Barrichello pode não ser o melhor piloto do mundo, está longe disso, mas é um dos bons dos últimos anos, como outros tantos. Nem muito mais, nem muito menos. Não estaria há tanto tempo correndo se não tivesse qualidades.
Quando parar, muito provavelmente sem ter sido campeão, terá para sempre colado na testa o rótulo de cagado, azarado, lento, o que for. Pode agradecer à TV por isso. Foi ela que, nesses anos todos, disse ao Brasil que Rubens era algo que nunca foi. Talvez ele nunca entenda isso, até porque adora ser bajulado pela Globo, com seu pseudo-jornalismo esportivo meloso, ufanista e cascateiro. Mas é assim.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Antecipação de Feriados

Comissão da Câmara aprova projeto que prevê feriado comemorado sempre na segunda-feira
28/09 - 20:58 - Agência Brasil


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BRASÍLIA - A antecipação da maioria dos feriados que ocorrerem no meio da semana para as segundas-feiras poderá ser transformada em lei. Projeto nesse sentido foi aprovado em caráter conclusivo na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). A matéria será apreciada agora pelo Senado e se aprovada vai à sanção presidencial.
O projeto de autoria do deputado Milton Monti (PR-SP) estabelece que os feriados que caírem entre as terças e sextas-feiras serão comemorados por antecipação nas segundas-feiras, exceto os dias 1º de janeiro (Confraternização Universal), Carnaval, Sexta-Feira Santa, 7 de setembro (Independência) e 25 de dezembro (Natal). A proposta também prevê que havendo mais de um feriado na mesma semana, o segundo passará para a semana seguinte.
Apresentado em 2003, o projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação e Cultura da Câmara em julho de 2004. Na justificativa da matéria, o deputado Milton Monti afirma que os feriados que caem no meio da semana “causam muitos transtornos e prejuízos à economia do país, principalmente ao comércio”. Monti disse ainda que quando um feriado é comemorado na segunda-feira, o trabalhador pode planejar melhor a sua vida e aproveitar um fim de semana prolongado sem que a economia fique prejudicada.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A grande armação da F1.

14/09/2009 - 13h41

Pai de Nelsinho diz que Alonso sabia de armação, informa jornal
Do UOL Esporte Em São Paulo

A pouco mais de uma semana da audiência do Conselho Mundial da FIA que vai julgar o caso da batida intencional de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura do ano passado, surge a informação de que o pai do piloto brasileiro teria dito aos investigadores que Fernando Alonso sabia de toda a armação. O espanhol terminou como vencedor daquela corrida.

Piquet pai teria dito que Alonso sabia do acidente premeditado do filho
NELSINHO REAPARECE NO TWITTER
RED BULL JÁ ABRE MÃO DO TÍTULO
BUTTON NÃO SERÁ FAVORECIDO
FRASES SOBRE O GP DA ITÁLIA
A informação foi publicada pelo diário espanhol Sport, que cita ainda outras declarações polêmicas de Nelson Piquet que teriam sido ditas ao detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone. "Nelson me disse que vai fazer tudo o que puder para destruir Flavio Briatore", disse Ecclestone ao jornal, referindo-se ao chefe da Renault, que recentemente se referiu a Piquet pai como "um artista do jogo sujo".
Sem ter dado declarações oficiais até o momento, o pai de Nelsinho teria dito aos comissários da FIA que investigam o caso que o piloto espanhol sabia de tudo: "O Alonso não podia ignorar isso. Se ele ia largar em 15º em um circuito urbano, não tinha o menor sentido sair com pouca gasolina".
Alonso ganhou aquela corrida depois de ganhar posições após a batida de Nelsinho Piquet, que ocorreu enquanto o espanhol estava reabastecendo nos boxes, durante a volta 13.
A denúncia de que o acidente teria sido premeditado partiu da própria família Piquet, que informou a FIA dias antes da demissão do brasileiro pela Renault.
De acordo com as fontes ouvidas pela revista inglesa Autosport na semana passada, Alonso foi interrogado no último GP da Bélgica sobre os fatos ocorridos em Cingapura, e disse aos investigadores que não sabia nada sobre a batida combinada de Nelsinho com a equipe, e aceitou parar cedo na prova como parte de uma "estratégia agressiva".
Já em Monza para a disputa do GP da Itália, Alonso declarou aos jornalistas que não sabia da armação e se disse "surpreso" com o surgimento da polêmica, evitando se aprofundar no assunto: "Não vou comentar, porque o time já avisou que não vai se pronunciar".

Fórmula 1 - Piquet x Briatore


Esportes

Terça-feira - 15/09/2009 - 18h25
Montagem: Márcio Bracioli

Flavio Briatore, Pat Symonds e Nelson Piquet




Londres - A novela que envolve a batida, supostamente intencional, de Nelsinho Piquet, no GP de Cingapura, no ano passado, ganhou um novo capítulo. O site britânico "The Times" divulgou a transcrição completa do diálogo feito pelo rádio da equipe no momento da batida.


Acompanhe a conversa entre Flavio Briatore, Pat Symonds (diretor técnico da equipe), alguns engenheiros, Fernando Alonso e Nelsinho Piquet.


Logo no começo da corrida, um engenheiro da equipe francesa e Pat Symonds, diretor técnico da escuderia, conversavam sobre a estratégia que seria utilizado pelo piloto Fernando Alonso.

- Eu apenas posso te dizer que não vamos fazer três paradas, disse Symonds ao engenheiro.

Um pouco mais tarde, ele acescentou:- Não se preocupe com o combustível.

Nós vamos tirá-lo [Alonso] do tráfego mais cedo.

Momentos depois, em uma intervenção não muito comum no começo de uma corrida, Piquet pediu para saber qual volta estava.

- Em que volta nós estamos? Em que volta nós estamos, insistiu o piloto brasileiro.

Após a pergunta, um engenheiro comenta com o outro:- Ele apenas me perguntou 'em que volta estamos?

'Symonds, então, logo intervém:- Apenas diga a ele que estamos prestes a completar a volta número oito.

Passada a informação, a estratégia de Alonso volta a ser o assunto principal da equipe. Symonds faz a sua primeira decisão de chamar Fernando Alonso para os boxes. Preocupado, um dos engenheiros questiona o diretor:- Pat, você não acha que está muito cedo para ele parar? - Não, vai dar tudo certo, tranquiliza Symonds.- OK, OK, entendido, responde o submisso engenheiro.

Depois de efetuada a parada de Alonso, Symonds diz a todos que é hora de concentrar os esforços em Piquet. Após analisarem a posição do brasileiro, Briatore decide que ele tem que cumprir o objetivo o mais rápido possível:- Diga a ele para acelerar, diz laconicamente Briatore.- Nelson, sem desculpas agora, você tem que passar Barrichello. Você tem vantagem. Vamos, você tem que acelerar agora. Você deve passá-lo.

Tentando 'passar' Rubens Barrichello, Piquet bate o carro na volta 17, fazendo com que o Safety Car entre no circuito.

- Nelson está fora. Que droga! Nelson bateu. Eu poderia dizer que teremos uma bandeira vermelha [quando a corrida é parada].

- Foi mal galera. Eu dei uma pequena escapada, disse Nelson Piquet Jr.

- Ele está bem? Ele está bem? Questionou um engenheiro.

- Pergunte a ele se está tudo bem, ordenou Pat Symonds.

- Você está bem? Você está bem?, pergunta o engenheiro.

- Fernando já passou, confirma outro engenheiro.

- Certo, bandeira amarela, confirma o engenheiro.

- Sim. Eu bati minha cabeça na parte de traz. Acho que estou bem, declarou Nelsinho Piquet.

Após alguns comentários entre os engenheiros e Pat Symonds, uma nova ordem é passada para Alonso.- Safety car, safety car, safety car, safety car. Fernando, safety car, mistura três [nível de mistura entre ar e combustível, regulada no volante do piloto].- Diga a ele para ter cuidado, ordenou Symonds.Momentos depois, ao ver a batida de Nelsinho pelo monitor da TV, Briatore parecia muito irritado com o jovem piloto brasileiro.- (PALAVRÃO), essa foi uma grande batida, disse um engenheiro.- (PALAVRÕES EM SÉRIE)... minha desgraça de sempre. (PALAVRÃO)... ele [Piquet] não é um piloto.Então, Symonds pergunta sobre Alonso.- Em que posição ele está?- Bem, ele estava em vigésimo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Quando o "BICHO" tem boca grande, engole mosca...E o sapo barbudo tem e muita!!!!

09/09/2009 - 12h58
Lula ironiza disputa entre EUA e França e diz que país receberá caças "de graça"

GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília

Em meio à disputa entre a França, a Suécia e os Estados Unidos para a venda de aviões caça ao governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o andamento das negociações. Ao ser questionado sobre a oferta dos Estados Unidos de transferir tecnologia das aeronaves ao país, assim como proposto pela França, Lula disse que o Brasil corre o risco de "receber de graça" os aviões-caça. "Daqui a pouco, vou receber de graça", ironizou Lula.
EUA estão dispostos a transferir tecnologia ao Brasil em troca da venda de caças. Senado quer explicações de Jobim sobre recuo na compra de caças franceses. Depois de mal-estar, governo recua de anúncio sobre caças.
O presidente não quis fazer outros comentários sobre nota divulgada hoje pela Embaixada dos Estados Unidos, na qual o governo norte-americano se mostra disposto a transferir tecnologia dos aviões caça para o Brasil caso o governo brasileiro decida optar pela aeronave do país.
Na nota, a embaixada diz esperar que o governo brasileiro não tenha tomado uma decisão final sobre a compra das aeronaves mesmo depois que Lula anunciou o início das negociações com o governo da França. "Entendemos que uma decisão final ainda não foi tomada em relação ao vencedor do contrato. O F/A-18 Super Hornet [avião americano] é um caça de avançada tecnologia testado em combate e acreditamos que é o melhor em comparação com seus concorrentes", diz a nota dos EUA.
A transferência de tecnologia dos aviões foi colocada à disposição do Brasil pelo governo francês, o que pesou na decisão do presidente brasileiro de negociar diretamente com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a compra das aeronaves --que fez visita relâmpago ao Brasil esta semana para discutir a venda dos caça.
Os americanos afirmam, ainda, que o Congresso dos Estados Unidos concluiu dia 5 de setembro as discussões sobre a transferência de tecnologia dos caça ao país --com o aval para que o Brasil receba as informações necessárias.
"A análise feita pelo Congresso dos EUA sobre a venda potencial do F/A-18 Super Hornet ao governo brasileiro foi concluída em 5 de setembro sem nenhuma objeção formal à venda proposta. Isso significa que a aprovação do governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva. O governo aprovou também a montagem final do Super Hornet no Brasil", diz a nota.
Recuo
Reportagem da Folha publicada nesta quarta-feira afirma que Lula, ao anunciar antes do esperado a definição do Brasil pelos caças da francesa Dassault, provocou constrangimento no seu próprio governo, que teve de recuar ontem, informando que o processo de seleção não está concluído e que o F-18 dos EUA e o Gripen sueco ainda estão na disputa.
O comunicado conjunto de anteontem dizia que Lula e o presidente Nicolas Sarkozy "decidiram fazer do Brasil e da França parceiros estratégicos também no domínio aeronáutico" e anunciava "a decisão" de entrar em negociações para a compra. Em nota ontem à noite, o ministro Nelson Jobim (Defesa) corrigiu: "o processo de seleção (...), ainda não encerrado, prosseguirá com negociações junto aos três participantes".
A expectativa é que o negócio acabe sendo fechado com a França, mas só depois que a Dassault abaixar os preços do caça Rafale --o mais alto entre os concorrentes --e criar condições mais favoráveis de juros. Conforme a Folha apurou, Lula se precipitou no jantar com Sarkozy no domingo à noite e queimou etapas do processo de seleção, o que irritou o Comando da Aeronáutica e deixou Jobim no fogo cruzado.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ricardo Gomes...Sortudo ou Gênio???









Blog do Ricardo Kotscho.


O São Paulo estava perdendo por 1 a 0 e tomando um passeio do Cruzeiro, domingo, no Mineirão. Não conseguia armar um ataque, não dava um chute a gol. No maior sufoco, se não fosse Rogério Ceni, poderia ter levado uma goleada.
Só aos 15 minutos do segundo tempo ( por que os técnicos só fazem a primeira substituição sempre aos 15 minutos do segunto tempo?), Ricardo Gomes resolveu mexer no time.
Colocou Marlos no lugar de Hugo, que não estava jogando nada. Na primeira bola que pegou, Marlos acertou um chute de fora da área e empatou o jogo.
Mas Washington continuava em campo. O Boneco de Olinda do Morumbi, que passa mais tempo no chão do que em pé, continuava judiando da bola, não acertava uma.
Faltando 10 minutos para o jogo acabar, Ricardo Gomes colocou, finalmente, Borges no lugar de Washinton. No minuto seguinte, também na sua primeira jogada, Borges fez 2 a 1.
Ricardo Gomes é um gênio? Afinal, os dois que entraram em campo decidiram um jogo que estava perdido para o São Paulo. Ou não terá errado na escalação do time? “Foi uma bela coincidência”, comentou ele, modestamente, sobre o sucesso das suas substituições.
Desde o começo do jogo, fiquei perturbando o genro palmeirense, que estava discretamente torcendo para o Cruzeiro.”Tem que botar o Marlos e o Borges!”, ficava buzinando no ouvido dele. Nunca entendi porque jogador que está mal não pode ser trocado no primeiro tempo ou no intervalo.
Sem Hernanes, o único craque capaz de criar jogadas e quebrar o esquema burocrático do São Paulo, estava na cara que era a vez de Marlos, um garoto ousado que veio do Curitiba e mofa no banco de reservas.
Borges pode não ser uma maravilha, mas perto de Washington parece um Pelé. No próximo jogo, não seria melhor começar com os dois de uma vez, já que Hernanes, recuperando-se de uma cirurgia no joelho, continuará de fora, e Washington, digamos assim, não está na sua melhor fase?
Vai entender estes “professores”, como são chamados os técnicos de futebol…