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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Satiagraha, Mensalão, Oi Telemar, Petrobrás etc, etc


Ou a democracia reage agora ou estado policial do PT toma conta do País. Desde o primeiro instante desconfiei que a participação intensiva e ostensiva da ABIN - Agência Brasileira de Inteligência - comandada pelo Homem que instituiu as operações espetaculosas da PF, delegado Paulo Lacerda, tinha algo de estranho. Agora com a revelação de que as ordens vinham do gabinete do Lula é fácil compreender como todas a estrutura da Abin foi mobilizada.
Essa investigação parece apenas o pano de fundo para o governo violar direitos constitucionais e invadir a vida de adversários com a intenção de levantar material para uso político contra os adversários e aliados incômodos. O PT já provou que a sua natureza é autoritária. Ele está disposto a tudo para instalar a hegemonia lulo-petista no Brasil. O mensalão não era uma ação apenas temporária de compra votos no congresso, mas o começo de uma operação autoritária de longo prazo. Falhou e eles continuam tentando outras alternativas como o Dossie fajuto como Serra na eleição de 2006, agora usam esse delegado maluco para seguir tentando minar clandestinamente a Democracia. Sobre o olhar complacente da maioria da imprensa, exceção a Revista Veja que nunca se omitiu de investigar e ser "os olhos e ouvidos da sociedade".
A se constatar indícios concretos que se trata mesmo de uma operação Planaltina, a oposição não pode repetir a tímida atuação durante o mensalão, porque o PT não temerá apelar a coisas muitos pesadas para matar a oposição e o Estado Direito. Tem que ir fundo na investigação desse senhor Paulo Lacerda, ele é evidente o homem do Lula para concretização desse tipo de tarefa feita as escuras.
As oposições tem que ter firmeza e a ousadia para avançar nessa investigação e ao descobrir provas contra o governo não podem titubear em pedir o impeachment do presidente da Republica, como vacilaram em fazer em 2005. O presidente como vimos no estouro do mensalão é um covarde, na época se escondeu como um Tatu dentro do Palácio do Planalto, mas acabou virando o jogo diante da omissão de um país inteiro- imprensa, sociedade civil, oposições, OAB... Usar a força nesse caso é aplicar todo o poder legítimo da democracia para combater uma ameaça a ela própria. A propósito agir firme em legitima defesa é parte inerente do próprio sistema, assim como agir contra ela é inerente ao camadas em qualquer lugar do planeta. A democracia precisa mostrar sua força e não ser pacificamente ingênua para relevar mais esta ameaça.
Lula não é gênio nenhum de nada é apenas um esperto que sempre usou de toda malandragem e não a honestidade e transparência dos grandes líderes que fizeram a história como Abraham Lincoln e outros. Lula só quem é porque o Brasil é quem é. Ele sempre foi um Camaleão que se adaptou a situação e sempre se beneficiou da omissão geral da sociedade que se deixou enganar pela história do metalúrgico. Seu exemplo não é de superação pessoal mas de malandragem vitoriosa. Lula dizem nunca entrou em bola divida, aprovou métodos clandestinos e marginais que o PT sempre recorreu para crescer. Não, não é preciso nem chegar a morte de Celso Daniel, não é mesmo meus caros petistas?, existem milhares de iniciativas nas prefeituras que foram idealizadas pelo partido e que desde o início mostraram quem são vocês. É só lembrar os escandá-los do lixo nas diversas prefeituras governadas pelo PT, ainda quando todo mundo imagina se tratar um partido da ética. Ah, era sim de uma ética própria: vale tudo e tudo é permitido, ao partido que tem chave do céu, não é mesmo?
Lula é o PT não vieram para mudar porque sempre souberam se adptar a velha cultura para lhe tomar o lugar.
Extraido do Blog de Leonardo Barros.

O Império da Malandragem


O Império da Malandragem


A imagem do "toc toc toc" para as vítimas do desastre de Congonhas não me sai da cabeça, e com certeza também não sai da cabeça de muita gente, embora os comentários tenham sido escassos. Para mim, a cena tem um ar de dejà-vu ao contrário. Explico: não é algo que eu já houvesse antes presenciado em autoridades de Estado - nunca antes vira tal coisa - mas é nítida a sensação de que a tomada estava programada em um script para um futuro próximo, e de certa forma correspondia aos nossos desejos secretos; não foi uma ocorrência fortuita, é isso o que eu quero dizer. Em meio ao silêncio constrangido daqueles que por anos a fio acreditaram piamente que o PT era o sopro de renovação que finalmente romperia com o arcaísmo de nossas práticas políticas, a realidade cai pesadamente. E a realidade é que o estado foi tomado por uma corja que veio de baixo, que hoje se refestela no poder com a mesma desfaçatez com que o rato da cidade, aquele do conto infantil, se refestelava nas sobras do banquete dos donos da mansão, e ainda convidava seu primo pobre do campo para impressioná-lo. Acompanhando o pessimismo quanto ao futuro, vem uma sensação de perda. Não se trata do lamento por perder alguma coisa de que se gostava, refiro-me à sensação da perda em si, a angústia do irrevogável. Não faz muito tempo, as cadeiras do poder eram ocupadas por uma trupe de caciques que pareciam saídos de novelas da Globo, daquelas ambientadas no nordeste dos "coronér". Hoje, o ostracismo em que morreu ACM é emblemático dos novos tempos. Não que eu esteja com saudades desta gente. Os velhos oligarcas, cevados no servilismo de seu eleitorado cativo, sempre manifestaram infinita arrogância, mas também não lhes faltava a compostura própria de quem está ciente de ser "otoridade". Diga-se de ACM o que se disser, a verdade é que não consigo imaginá-lo protagonizando uma cena tão vulgar quanto aquele "toc toc toc".
Pois se os antigos eram cevados no servilismo dos hábitos patriarcais, os novos foram cevados nos mimos da mídia, que sempre os apresentou como a facção boa e genuína de nossa gente, guardiã da ética e dos nobres ideais, predestinada a suplantar a malvada "zelite" e colocar o povo no poder. Como acabei de dizer, nada do que está acontecendo é fortuito, tampouco surpreendente. O Lula que está no poder representa nada mais que a materialização de nosso antigo ódio à elite e apreço pelo popular. Só que, em nosso imaginário, nenhum ícone popular é mais representativo de nossa identidade do que a figura do malandro-esperto. Ou alguém aí jamais ouviu falar em Macunaíma e no jeitinho brasileiro? Lula é precisamente isto: um malandro, na mais genuína acepção do termo. Como todo bom malandro, Lula há muito ganha a vida sem trabalhar - já era assim quando sindicalista profissional, e como político não administrou sequer uma prefeitura do interior, sem falar na aposentadoria precoce como anistiado político, por haver passado 45 dias preso em uma sala sem grades na Polícia Federal.
Como todo malandro, Lula é bem apessoado, veste-se com apuro e representa ser o que não é. Como todo malandro, é bem falante e sempre tem resposta para tudo - não cola, mas ele tem. Como todo malandro, sabe mentir com distinção. Como todo malandro, ele acoberta as falcatruas dos asseclas, mas não hesita em entregar o pescoço deles se necessário for para salvar seu próprio pescoço. E sobretudo, como todo malandro, Lula tem uma irresistível empatia com o povão, que com ele se identifica inequivocamente.
Enfim é isso, realizamos nosso sonho: colocar o povo no poder. Digo "nós" porque a classe média, à qual pertenço, sempre foi a primeira a apoiar Lula, nele votando maciçamente em todas as eleições que ele perdeu. Classe média que só agora começa a abandoná-lo, quando ele não mais dela necessita, pois a custa de esmolas angariou o apoio da fatia mais pobre e numerosa do eleitorado, aquela que antes apoiava ACM, Maluf e Jader Barbalho quando eram esses senhores que estavam com a chave do cofre. Agora que está feito, resta perguntar: por que fizemos isso?
A verdade é que confundimos o ator com o personagem. O Lula que entrou para a política jamais foi ou quis ser um estadista: em 1979, ele era, isto sim, um extremamente bem-sucedido sindicalista profissional. Na realidade, Lula foi um subproduto não-planejado do regime militar. Como muitos hão de se recordar, até 1964 a máquina sindical montada por Vargas era loteada entre os partidos de esquerda da mesma forma como os bicheiros loteavam as esquinas: uns sindicatos "pertenciam" ao PTB, outros eram do PCB, e assim por diante. Os militares cassaram a pelegada, mas mantiveram a legislação varguista, e desta forma abriram espaço para o surgimento de uma nova geração de dirigentes sindicais, nos mesmos moldes que os antigos, mas - estes sim - oriundos dos trabalhadores. O operário Luís Inácio foi um dos escolhidos. Com a liberalização do regime ao final dos anos setenta e o aumento do poder de barganha dos operários metalúrgicos, categoria que mais havia crescido com a industrialização promovida desde JK, a demanda reprimida de reivindicações explodiu em greves, que Lula soube comandar com habilidade de líder e negociador. Tendo obtido as primeiras vitórias dos trabalhadores desde 1964, Lula tornou-se um herói para as esquerdas que começavam a se reagrupar, recém-retornadas ao país após a anistia: aparecia, enfim, um operário genuíno, pronto a canalizar o apoio das massas trabalhadoras ao recém-fundado Partido dos Trabalhadores, que apesar do nome não tinha trabalhador nenhum, só estudantes, intelectuais universitários, padres e ex-guerrilheiros anistiados, quase todos oriundos da pequena burguesia. Esse pessoal não percebeu que a razão do sucesso de Lula era justamente ele conduzir uma luta isenta de ideologia, pragmática e voltada à obtenção de ganhos para aquela categoria que já pontificava como "a aristocracia do proletariado". Data daí o fim da carreira do sindicalista profissional e o início da carreira do militante profissional, designação que lhe é bem apropriada, pois o Lula-político jamais administrou sequer uma prefeitura do interior, teve um mandato de deputado federal do qual não se conhece um único projeto apresentado, e todo o resto do tempo não fez outra coisa além de representar o papel do trabalhador que legitimava o partido que se intitulava "dos trabalhadores".
Ganha a eleição, Lula passa a representar outro papel, o de presidente da república. Viaja, discursa, parece um candidato em eterna campanha, mas dele não se conhece rotina administrativa: não realiza sequer reuniões de ministério, mesmo porque não há mesa no palácio onde caibam os mais de 35 ministros. Foi nesse ator que votamos, ou antes, no personagem que ele representava, mas quem toma posse não é o personagem, é o homem. Lula nos enganou? Bem, mas nós quisemos ser enganados. Desde o início os petistas procuraram erigir em torno de sua tosca figura um ícone de grande impacto simbólico, o homem do povo que vem derrotar as elites. Ironicamente, conseguiram criar um ícone ainda mais impactante para o imaginário popular, o malandro-esperto, aquele que se deu bem. Se eles pretendiam colocar no poder um líder revolucionário, quem subiu ao poder foi um malandro, e é sob o império dessa malandragem que viveremos até sabe-deus-lá-quando. Mas afinal, nós não idolatramos há décadas a figura do malandro, não a apontamos sempre como coisa muito nossa, verdadeiro emblema da autenticidade popular? Já dizia o ditado, nunca deseje demais alguma coisa, você corre o risco de obter o que deseja.

Extraida de Pedro Mundim (www.pedromundin.net)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

LULA JÁ CHAMOU SARNEY DE LADRÃO E IMPOSTOR

Por: johncutrimjp 17 de junho de 2009

O discurso do presidente Lula em relação ao Congresso mudou à medida que o petista trocou a oposição pelo governo. Em 1993 ele declarou que, “de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas”.

Repetiu a crítica em 1994 (”Aquilo que eu falei de 300 é um pouco mais”) e 1998 (”Uma vez falei que havia uns 300 picaretas no Congresso, mas a coisa só piorou”).

Em 2002, com a vitória à vista, a retórica mudou.

Aceitou o apoio do senador José Sarney, a quem havia chamado de “grileiro”, em 1986 (”Sarney não vai fazer reforma agrária coisa nenhuma, porque ele é grileiro no Estado do Maranhão”), de “ladrão”, em 1987 (”Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República”) e de “impostor”, também no mesmo ano (”Sarney é um impostor que chegou à Presidência assaltando o poder”).
Na sua campanha à reeleição, Lula fez uma autocrítica: “Eu me dei conta de quantas vezes nós cometemos injustiças contra pessoas… Uma coisa eu tenho tranquilidade, Sarney: nunca lhe ofendi”.
Isso é o mais perfeito retrato de que desta vez, realmente, Lula mudou: ou perdeu a vergonha que um dia já teve, quando atuava no movimento sindicalista contra as forças oligárquicas do nordeste; ou se tornou refém do político mais maquiavélico, atrasado e chantagista do país.
Clique no vídeo acima e veja o que Lula dizia de Sarney

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ingênuo ou esperto demais ??? Só Freud explica.

Pseudocracia e desculpas presidenciais (Correio Popular - Opinião - 16/8/2005)
Roberto Romano

O Dicionário Houaiss explica a palavra “desculpa”: ato ou efeito de desculpar(-se), clemência para com falta cometida; perdão, razão ou motivo alegado por alguém para desculpar a si mesmo ou a outrem; justificativa, motivo invocado como subterfúgio; pretexto. Como “subterfugio”, a palavra possui sinônimos: ambages, conversa, efúgio, escapadela, escaparate, escapatória, escapula, escusa, evasão, evasiva, fuga, história, rodeio, tergiversação, torcedura, torcimento. O presidente tenta carambolar a Nação, busca um habeas corpus preventivo que o livre de falar a verdade. Ouvimos do eterno sindicalista, hoje só apoiado pelos aduladores pagos ou pelegos, a costumeira “auto-crítica dos outros”. Sua fala é pseudocrática, baseada na mentira. Mentira o “Lulinha paz e amor”, mentira o magistrado desprovido de saberes sobre seu próprio governo e partido.
“Os que fabricam engodos podem ser chamados maquinadores, fabricantes, impostores. Quem, deliberadamente conduzido ao engano, encontra-se enredado numa construção ou fabricação, pode ser dito inocentão, primo, ingênuo, tonto, bocó, boneco, vítima”. As frases foram extraídas de um artigo cruel, “La mentira como efecto de sentido” incluído em coletânea oportuna: El Discurso de la Mentira (editado por Carlos Castilla, Madrid, Alianza Universidade). Com o aranzel presidencial temos a divisão entre espertos e idiotas. Ele se imagina esperto e nos julga idiotas. Na sua fala instala-se, gloriosa, a mentira.
Mentir pode ser necessário. Platão diz que o médico tem direito de mentir ao doente para eludir o desespero, pois ninguém conhece a força regenerativa do corpo humano. Não dizer a “verdade” significa deixar que a natureza opere possível cura. Se o doente morre, foram-lhe poupados terrores sombrios. Como o médico, adianta Platão, o governante pode mentir tendo em vista proteger a cidade dos inimigos externos com seus espiões etc. Tal “direito” dura até hoje, mesmo que a democracia o recuse. A chamada “razão de Estado” é uma arte de utilizar a mentira e o segredo, de modo a enganar os cidadãos e os estrangeiros para o “bem da pátria”. Frederico da Prussia chegou a colocar o tema em concurso na Academia de Berlim (1778). A questão, respondida com seriedade por muitos cérebros brilhantes: “É útil enganar o povo?”. Hegel responde ao quesito mais tarde, nas Lições sobre a Filosofia do Direito (1821), no parágrafo 317: “Um povo não se deixa enganar quando se trata de seu fundamento substancial, sua essência e o caráter determinado de seu espírito. Ele pode se enganar no modo pelo qual conhece aquele fundamento, na maneira pela qual ele julga seus atos e acontecimentos de sua história, ele engana a si mesmo”. Digamos em termos simples: o mentiroso no poder só consegue atingir seu objetivo se o povo aceita a mentira como algo que lhe cabe. O sucesso na peta exige adesão prévia. No caso das repetidas mentiras ditas por Lula e pela sua tropa de choque não ocorre a cláusula de Hegel: o povo brasileiro não engole o engodo e não cai mais na esparrela de confiar no PT. Este, se formos analisar a atuação e os enunciados de Genoino, Delúbio, Silvio Lando Rover, Paulo Pimenta e tutti quanti é conhecido merecidamente como o Partido da Trapaça.
Todos se recordam do Poderoso Chefão, magistral painel das misérias humanas dirigido por Coppola. Numa das cenas, certo mafioso preso promete abrir a boca e “contar tudo” à CPI do Congresso Norte-Americano. Os antigos parceiros trazem seu irmão mais velho que se apresenta, silente, entre os observadores da CPI. Pouco antes, um conselheiro dos bandidos promete ao salafrário que, uma vez calado o seu bico, a família receberá ajuda material. O penitente delator cala, diz nada saber etc. O comportamento dos petistas nas CPIs brasileiras segue o paradigma mafioso, ou o modelo da Conceição cantada por Cauby Peixoto: “Ninguém sabe, ninguém viu”. Agora, o chefe da turma usa recurso igual. Ele nunca soube, nunca viu, nunca ouviu, nunca cheirou, nunca tocou os dejetos produzidos por seus amigos e parceiros de muitos e muitos anos. E diz ter sido enganado, mas não fala os nomes dos espertos. Ou é tolo ou esperto em demasia. E sua esperteza foi reconhecida imediatamente pelos contribuintes. O fedor de Waldomiro Diniz, de seu patrão e amigo, mais a fedendita da cúpula petista hoje arriada do poder, se espraiou pelo País todo. Singular entupimento dos cinco sentidos presidenciais! Não aceitemos desculpas. Inclusive a tese de João Sayad deste sábado (Folha, 14/8/2005): “Instituições políticas e democracia dependem de mentiras”. Existem mentiras toscas e mentiras convenientes. A de Sayad busca salvar os seus amigos petistas. A ela voltarei. Se a oposição teme (o que é um erro tático e estratégico) aprofundar a cobrança da responsabilidade presidencial, deve exigir as confissões de seus subornidados, pois todos sabem que os poderosos chefões sempre agem ao modo exibido por Coppola: eles ficam impunes e seus auxiliares seguem, mudos, para a morte. E o povo brasileiro está farto de saber: com Delúbios ou sem Delúbios, todos eles são o Lula.

Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia Política da Unicamp, escreve às terças-feiras.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O que será do Brasil com esse tipo de governante?

Passaram-se mais de 3 anos e a história continua a mesma... Mentiras e mais mentiras, enganação, prepotência etc...Um povo bovino e ignorante como o brasileiro só pode merecer um governo como esse que deita e rola, ou melhor, relaxa e goza!

Vejam a matéria publicada por Ipojuca Pontes e analisem se de lá para cá , algo mudou...

O governo Lula por Ipojuca Pontes em 17 de dezembro de 2004 .

Resumo: O grande enigma para as consciências livres não é mais saber o que de promessas, escândalos e arrochos aguarda a população brasileira no próximo ano, mas, sim, em que escala, amplitude ou proporção elas ocorrerão. © 2004 MidiaSemMascara.org

“O governo Lula não é governo, mas, sim, uma agência de marketing”
Aristóteles Ferreira, um desempregado

Palavra de honra: acompanho ao vivo o exercício macabro da política brasileira há 45 anos, mas nunca vi (e ouvi) governo mais ordinário do que o de Luiz Inácio Lula da Silva. E olha que desde que entrevistei JK numa coletiva de imprensa (1959) já cruzei com uma dúzia de presidentes, entre os tidos como loucos, alcoólatras, ladrões, cínicos, subversivos, irresponsáveis, adúlteros, torturadores, ignorantes e preguiçosos - sem contar com os três integrantes da Junta Militar que sucedeu Costa e Silva (um deles, paraibano) e o velho Tancredo Neves, que ganhou no colégio eleitoral, mas morreu 1985 antes de tomar posse. Num deles, a que pertenci (e depois renunciei o cargo), tive de conviver com uma ministra da Fazenda (esquerdista da Unicamp) que confiscou a poupança popular e posava de Cinderela.
O que mais impressiona no governo Lula da Silva (quase ia escrevendo Lula da Selva) é a capacidade de mentir – e de mentir de forma astuciosa, mecânica, fria e calculada. Se o leitor não é um idiota chapado, pode tomar conhecimento diário, nos jornais, rádios, sites e especialmente nos tele-jornais subvencionados da Rede Globo, de uma enxurrada de promessas (sob forma de projetos, reformas e futuras realizações) em que o governo garante tomar providências para mudar a face miserável do País e tornar a vida do brasileiro - vá lá a palavra - palatável. São todas promessas bem (e mal) articuladas, pesadas e medidas, em que o “líder messiânico”, para efetivá-las, arranca (comprovadamente) cerca 38,09% da renda per capita do brasileiro - mas que, no resumo da ópera, em termos reais, embora circulem alvissareiras, nunca se cumprem ou chegam para o usufruto genérico ou parcial da população. É uma coisa de doido!
O conde russo Leon Tolstoi (1828-1910), a quem não se deve ignorar, dizia que a desgraça humana estava em que, para fugirmos dos ladrões ocasionais, entregamos nossos destinos aos ladrões organizados que se vendem por benfeitores – os governos. Por sua vez, o cardeal Richelieu, a raposa velha do reinado de Luís XIII e virtual mandatário da França, garantia que, para se tornar um mal pelo menos necessário, o governo devia sempre ouvir mais e falar (prometer) menos – exatamente o oposto do que faz o governo Lula, ele próprio um boquirroto vulgar e incorrigível.
De fato, o temerário governo Lula começou sob a égide da mentira, prometendo criar dez milhões de novos empregos, liquidar com o analfabetismo, reduzir a fome ao patamar zero e estabelecer, sem remissão, pela primeira vez na história da República, um regime de “justiça social”. Tudo mentira. Se fosse um mineiro, como Tancredo Neves, ou um milico parcimonioso de palavras, como Emílio Garrastazu Médici, Lula da Silva enfiaria a viola no saco e ia devagar com o andor. Mas como quer – porque quer - ser reeleito e precisa “mostrar serviço”, e sabe que o brasileiro adora navegar na maionese da fantasia, o ex-sindicalista agora no Palácio do Planalto segue rijo às instruções do publicitário (contraventor) Duda Mendonça, para quem, muito justamente, o esboço de uma promessa vale mais do que mil imagens.
Daí, a cornucópia da fortuna: são bilhões e bilhões que são liberados diuturnamente para universidades federais com os seus regimes de cotas pluri-supra-raciais, subvenções para PPPs (Putarias Púplicas e Privadas, apud Osíris Filho) e ampliação das obras de infraestrutura, empréstimos subvencionados para o estabelecimento do desenvolvimento sustentado, dinheiros pródigos para países africanos insolventes que nos garantirão votos a fim de que possamos ingressar no Conselho de Segurança - sem falar, é claro, no próprio bem estar da burocracia planaltina, sempre insaciável e plena de haveres e direitos adquiridos.
No entanto, por uma estranha inversão de objetivos, o que se afigura verdadeiro no Governo Lula, para além da impertinente vocação de mentir (e também de auto-louvar-se), é acúmulo de escândalos em que vive submerso: a rigor, nos dois anos em que tomou conta das rédeas do Poder, o governo Lula já cortejou quase todos os dispositivos faltosos expostos no código civil, a começar pelo emblemático caso Waldomiro Diniz, o sub-Chefe da Casa Civil e homem de confiança do ministro Zé Dirceu, especialista em tomar dinheiro da contravenção do jogo de bicho eletrônico para enfiar nos cofres de campanha do PT.
O grande enigma para as consciências livres não é mais saber o que de promessas, escândalos e arrochos aguarda a população brasileira no próximo ano, mas, sim, em que escala, amplitude ou proporção elas ocorrerão. Sabe-se que Lula, seguindo religiosamente o marqueteiro (contraventor) Duda Mendonça, tem como objetivo básico reeleger-se presidente da República, o que significa dizer que o País viverá mais uma temporada submerso num mar de mentiras sob forma de projetos, reformas ou da simples parlapatice de discursos tão vazios quanto pretensiosos. E tudo diante de um congresso omisso ou a reboque das infindáveis medidas provisórias estrategicamente enviadas pelo Palácio do Planalto.
PS – Disse acima que o governo Lula era o mais ordinário da vida brasileira nos últimos 45 anos. De fato, o desgoverno Sarney, entre 1985/1990, que atingiu a marca inflacionária de 3% ao dia (e elegeu Collor), em nada se inferioriza ao de Lula – hoje, por sinal, ambos de mãos dadas.
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O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

As faces do nosso guia

Nosso guia sofre de sindrome de dupla personalidade? Transtorno Bipolar?
Avalie vc. mesmo...

Entenda o que é Transtorno Bipolar:

BipolarTranstornos relacionados por semelhança ou classificação
Voltar depressão distimia ciclotimia
Informações complementares Lítio e Carbamazepina Mania pelos Antipressivos Lamotrigina para Mania Combinação de Medicações Lítio e Valproato Psicoterapia Preditores Sociais
O que é?CaracterísticasTiposFase ManíacaFase DepressivaExemplo
SintomasCausasTratamentoGeneralidades
O que é?O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

CaracterísticasO início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.

TiposAceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.

Fase maníacaTipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.

Fase depressivaÉ de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.

Exemplo de como um paciente se sente...Ele se sente bem, realmente bem..., na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.

Sintomas (maníacos):Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante. Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar.O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz. A fase depressivaNa fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.

GeneralidadesEntre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada. O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.

Qual a causa da doença?A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.

Como se trata?O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer. Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos
Última Atualização: 15-10-2004 Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 19 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Psychiatry Research 2001; 103: 229-235Age of Onset of Bipolar II Derpessive Mixed StateFranco Benazzi