ACERCA DAS MARCHAS CONTRA A CORRUPÇÃO
CONTANDO DINHEIRO
Reinaldo Azevedo http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
08/09/2011
No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a UNE não saiu, não!
É que a UNE estava contando dinheiro.
O governo petista já repassou aos pelegos mais de R$ 10 milhões e vai dar outros R$ 40 milhões para eles construírem uma sede de 13 andares, que serão ocupados pelo seu vazio de ideias, pelo seu vazio moral, pelo seu vazio ético.
No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a CUT não saiu, não!
É que a CUT estava contando dinheiro.
O governo petista decidiu repassar para as centrais sindicais uma parte do indecoroso imposto cobrado mesmo de trabalhadores não sindicalizados.
Além disso, boa parte dos quadros das centrais exerce cargos de confiança na máquina federal.
No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, o MST não saiu, não!
É que o MST estava contando dinheiro.
O movimento só existe porque o governo o mantém com recursos públicos.
Preferiu fazer protestos contra a modernização da agricultura.
No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, os ditos movimentos sociais não saíram, não!
É que os ditos movimentos sociais estavam contando dinheiro.
Preferiram insistir no seu estranho protesto a favor, chamado "Grito dos Excluídos".
Na verdade, são os "incluídos" da ordem petista.
Os milhares que saíram às ruas, com raras exceções, não têm partido, não pertencem a grupos, não reconhecem um líder, não seguem a manada, não se comportam como bando, não brandem bandeiras vermelhas, não cultuam cadáveres de falsos mártires nem se encantam com profetas pés-de-chinelo.
Os milhares que saíram às ruas estudam, trabalham, pagam impostos, têm sonhos, querem um país melhor, estão enfarados da roubalheira, repudiam a ignorância, a pilantragem, lutam por uma vida melhor e sabem que a verdadeira conquista é a que se dá pelo esforço.
Os milhares que saíram às ruas não aguentam mais o conchavo; têm asco dos vigaristas que tomaram de assalto o país; não acreditam mais na propaganda oficial, repudiam a política como exercício da mentira; chamam de farsantes os que, em nome do combate à pobreza, pilham o país, dedicam-se a negociatas, metem-se em maquinações políticas que passam longe do interesse público.
O MSP - O Movimento dos Sem-Político
Vocês viram que os milhares que saíram às ruas estavam acompanhados apenas de seus pares, que, como eles, também saíram às ruas.
Era o verdadeiro Movimento dos Sem-Político.
Não que eles não pudessem aparecer por ali.
O PSOL até tentou "embandeirar" os protestos, mas os presentes não aceitaram.
Aquele era um movimento das ruas, não dos utopistas do século retrasado, que ainda vêm nos falar, santo Deus!, de "socialismo com liberdade".
Se políticos aparecessem para também protestar - não para guiar o povo -, teriam sido bem-recebidos, mas eles não apareceram porque nem se deram conta ainda de que alguma coisa está em gestação, de que um movimento está em curso, de que algo se move no ventre da sociedade brasileira.
Na semana em que milhares de brasileiros evidenciavam nas redes sociais e nos blogs e sites jornalísticos que estão enfarados de lambança, governistas e oposicionistas estavam mantendo conversinhas ao pé do ouvido para tentar preencher a próxima vaga do Tribunal de Contas da União.
A escolha do nome virou parte das articulações para a disputa pela Presidência da República em 2014...
Governistas e oposicionistas que se metem nesse tipo de articulação, da forma como se dá, não estão percebendo que começa a nascer um movimento, que já reúne milhares de pessoas, que não mais aceita esse minueto de governistas arrogantes e oposicionistas espertalhões.
Essa gente, de um lado e de outro, ficou irremediavelmente velha de espírito.
Os caras-pintadas, desta feita, não puderam contar com a máquina dos governos de oposição, como aconteceu com o Movimento das Diretas-Já e do impeachment de Collor.
Ontem, e assim será por um bom tempo, eram as pessoas por elas mesmas.
Sim, algo se move na sociedade.
E é inútil se apresentar para "dirigir" o movimento.
Marina Silva até percebeu a onda, mas errou ao apostar que os outros não perceberam a sua onda.
Esse movimento, dona Marina, não nasce com assessoria de imprensa, assessoria de imagem, assessoria política e forte suporte financeiro.
O seu apartidarismo, candidata, é transitório; o dos brasileiros que foram às ruas é uma condição da liberdade.
O maior em nove anos.
Os milhares que saíram às ruas ontem, tratados com desdém nos telejornais, fizeram a maior manifestação de protesto contra o "regime petista" em seus nove anos de duração.
E algo me diz que vai continuar e tende a crescer.
Pagamos um dos maiores impostos do mundo para ter um dos piores serviços públicos do mundo.
Sustentamos os políticos que estão entre os mais caros do mundo para ter uma das piores classes políticas do mundo.
Temos, acreditem, uma das educações mais caras do mundo para ter uma das piores escolas do mundo.
Temos um dos estados mais fortes do mundo para ter uma das maiores cleptocracias do mundo.
O Movimento dos Sem-Partido não rejeita a democracia dos partidos - até porque, sem eles, só existe a ditadura do Partido Único -, mas quer saber se alguém se dispõe efetivamente a romper esse ciclo de conveniências e conivências.
Os milhares que foram às ruas desafiaram o risco de ser demonizados pelos esbirros do oficialismo.
Perderam o medo.
Sim, em passado nem tão recente, em 2007, um grupo tentou organizar uma reação à corrupção, que se generalizava.
Não chegou a crescer como este de agora, mas se fez notar.
Tinha uma espécie de palavra-chave para identificar os indignados:
"Cansei!"
O movimento foi impiedosamente ridicularizado. Escrevi a respeito à época.
Foi tratado como coisa de dondocas, de deslumbrados insatisfeitos com o que se dizia ser a "democratização" do Brasil.
Houve estúpidos que afirmaram que eram ricos.
Que não suportavam ver pobres nos aviões, como se o caos aéreo punisse apenas os endinheirados.
A menor tentativa de esboçar uma reação aos desmandos dos ditos "progressistas" era tratada a pauladas.
Na Folha, Laura Capriglione chegou a ridicularizar uma passeata de estudantes da USP, feita no campus da universidade, que protestavam contra as greves.
Os que queriam estudar foram tratados como um bando de reacionários.
Os indignados com a corrupção e com a mistificação perderam o medo.
Enfrentar a desqualificação.
A tentativa de desqualificação virá – na verdade, já veio.
Veículos a soldo, dedicados ao subjornalismo oficialista, alimentado com dinheiro público, já fazem pouco caso das manifestações.
As TVs ontem deram menos visibilidade aos protestos do que dariam a uma manifestação de descontentamento no, deixe-me ver, Bahrein! Parece que há gente que acha que democracia
é uma coisa importante no Egito, na Líbia e na Síria, mas não no Brasil.
É inútil! Os milhares que foram às ruas ontem não precisam da oposição, não precisam do subjornalismo, não precisam do jornalismo simpático às manifestações de protesto do Iêmen...
A dinâmica hoje em dia é outra.
Que os sem-partido, sem-grupos, sem-líder, sem-bando, sem-bandeiras vermelhas, sem-mártires e sem-profetas insistam.
A oposição, se quiser, que se junte.
Quem sabe até ela aprenda a ser livre e também diga com clareza:
"Não, vocês não podem!"
Algumas dicas para viver melhor: Gaste menos do que ganha; Saiba perdoar a si e aos outros; Não adie uma alegria; Sorria; Aceite sempre uma mão estendida; Pague suas contas em dia; Dê às pessoas uma segunda chance; Não tome nenhuma decisão quando estiver cansado ou nervoso; Dê o melhor de si no seu trabalho; Seja humilde, principalmente nas vitórias; Jamais prive uma pessoa de esperança... Pode ser que ela só tenha isso !
Aos amigos que vez ou outra acessam o blog:
As notícias, mensagens, fotos e vídeos vinculadas no blog, são exclusivamente para entretenimento, relacionamento, cultura, informação e no mínimo fazer mais amigos , reavivar histórias e melhorar e reativar nossos contatos e convívio.
Quem sou eu
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
Vamos criar a CCMEF?
Vamos criar a CCMEF?
Ruth de Aquino
Não há como deixar de transcrever o artigo de Ruth de Aquino publicado com o título desta postagem na revista 'Época' http//revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2011/09/vamos-criar-ccmef.html> desta semana. A sugestão dela para a criação da CCMEF (Contribuição dos Corruptos Municipais, Estaduais e Federais) é muito criativa.
Vale a pena ler seu artigo:
"Quem falar que resolve a saúde sem dinheiro é demagogo e mente para o povo.”
Ruth de Aquino
Não há como deixar de transcrever o artigo de Ruth de Aquino publicado com o título desta postagem na revista 'Época' http//revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2011/09/vamos-criar-ccmef.html> desta semana. A sugestão dela para a criação da CCMEF (Contribuição dos Corruptos Municipais, Estaduais e Federais) é muito criativa.
Vale a pena ler seu artigo:
"Quem falar que resolve a saúde sem dinheiro é demagogo e mente para o povo.”
Dilma está certa... É urgente!. Em lugares remotos do Brasil, hospitais públicos são mais centros de morte que de cura. Não é possível “fazer mágica” para melhorar a saúde, afirmou Dilma. Verdade. De onde virá a injeção de recursos? A presidente insinuou que vai cobrar de nós, pelo redivivo “imposto do cheque”. Em vez de tirar a CPMF da tumba, sugiro criar a CCMEF: Contribuição dos Corruptos Municipais, Estaduais e Federais.
A conta é básica. A Saúde perdeu R$ 40 bilhões por ano com o fim da CPMF, em 2007. As estimativas de desvio de verba pública no Brasil rondam os R$ 40 bilhões por ano. Empatou, presidente. É só ter peito para enfrentar as castas. Um país recordista em tributação não pode extrair, de cada cheque nosso, um pingo de sangue para fortalecer a Saúde. Não enquanto o governo não cortar supérfluos nem moralizar as contas.
Uma cobrança de 0,38% por cheque é, segundo as autoridades, irrisória diante do descalabro da Saúde. A “contribuição provisória” foi adotada por Fernando Henrique Cardoso em 1996 e se tornou permanente. O Lula da oposição dizia que a CPMF era “um roubo”, uma usurpação dos direitos do trabalhador. Depois, o Lula presidente chamou a CPMF de “salvação da pátria”. Tentou prorrogar a taxação, mas foi derrotado no Congresso.
A CPMF é um imposto indireto e pernicioso. Pagamos quando vamos ao mercado e mesmo quando pagamos impostos. É uma invasão do Estado nas trocas entre cidadãos. Poderíamos dizer que a aversão à CPMF é uma questão de princípio.
Mas é princípio, meio e fim. Não é, presidente?
“Não sou a favor daquela CPMF, por conta de que ela foi desviada. Por que o povo brasileiro tem essa bronca da CPMF? Porque o dinheiro não foi para a Saúde”, afirmou Dilma. E como crer que, agora, não haverá mais desvios?
Como acreditar? O Ministério do Turismo deu, no fim do ano passado, R$ 13,8 milhões para uma ONG treinar 11.520 pessoas. A ONG foi criada por um sindicalista sem experiência nenhuma com turismo. Como acreditar? A Câmara dos Deputados absolveu na semana passada Jaqueline Roriz, apesar do vídeo provando que ela embolsou R$ 50 mil no mensalão do DEM.
Como acreditar? Os ministros do STF exigem 14,7% de aumento para passar a ganhar mais de R$ 30 mil. Você terá reajuste parecido neste ano? O orçamento do STF também inclui obras e projetos, como a construção de um prédio monumental para abrigar a TV Justiça. É prioridade?
O Congresso gasta, segundo a organização Transparência Brasil, R$ 11.545 por minuto. O site Congresso em Foco diz que cada um de nossos 513 deputados federais custa R$ 99 mil por mês. Cada um dos 81 senadores custa R$ 120 mil por mês. São os extras. E o Tiririca ainda não descobriu o que um deputado federal faz.
“É sério. Vamos ter de discutir de onde o dinheiro vai sair (para a Saúde).”
Tem razão, presidente. Mas, por favor, poupe-nos de seu aspirador seletivo.
A senhora precisa mesmo de 39 ministérios consumindo bilhões? Aspire os bolsos gordos da turma do Novais, do Roriz, do Sarney. Apele à consciência cívica dos políticos e juízes que jamais precisaram do Sistema Único de Saúde.
Vamos criar o mensalão da Saúde.
Um mensalão do bem, presidente. Corruptos que contribuírem serão anistiados. ONGs fantasmas, criadas com a ajuda de ministros & Cia., terão um guichê especial para suas doações.
O pessoal que já faturou por fora com a Copa está convocado a dar uns trocados para a Saúde.
Enfiar goela abaixo dos brasileiros mais um imposto, nem com anestesia. Um dia nossos presidentes entenderão o que é crise de governabilidade. Não é a revolta dos engravatados em Brasília nem a indignação dos corredores e gabinetes.
A verdadeira crise de poder acontece quando o povo se cansa de ser iludido.
Os árabes descobriram isso tarde demais.
Deitavam-se em sofás de sereias de ouro, cúmulo da cafonice.
Eles controlavam a mídia, da mesma forma que os companheiros do PT estão tentando fazer por aqui.
Não deu certo lá. Abre o olho, presidente.
OBS:
Veio da presidência da república a ordem expressa para a recriação do "imposto do cheque" ou assemelhado. Foi sugestão da nada confiável Dilma Rousseff. Ela diz uma coisa e faz outra, como aprendeu com seu guru, o Retirante Falastrão. Os "trabalhos" nas duas casas legislativas para ressuscitar esse assalto aos nossos bolsos estão de vento em popa. Virá como um petardo sobre os contribuintes extorquidos diariamente pelos impostos imorais que já pagamos. Se não houver mobilização por parte da sociedade seremos engulidos por essa imoralidade que nos desrespeita e agride como um chute em nosso traseiro. Temos de demonstrar à essa marionete que somos nós quem mandamos nela e não o contrário. Chega de roubalheira custeada com os nossos impostos.
Descrição: CPMF-N~1.PNGDescrição: AI - Acorda 02.GIF
Assinar:
Comentários (Atom)
